A economia americana inesperadamente perdeu 92.000 empregos no mês passado, uma reversão acentuada dos ganhos previstos. Esta mudança negativa, juntamente com revisões em alta dos dados dos meses anteriores (Dezembro mostra agora uma perda de 17.000 empregos em vez de um ganho), aponta para uma instabilidade económica mais ampla.
Desemprego e revisões econômicas
O desemprego subiu para 4,4% e o crescimento global do emprego nos últimos três meses estagnou efectivamente. Embora a economia tenha tecnicamente criado empregos em Janeiro, o efeito líquido destas revisões é uma tendência preocupante: o crescimento não só está a abrandar, como também a inverter-se em áreas-chave.
Fatores geopolíticos e custos de energia
Estes números económicos coincidem com a escalada das tensões no Médio Oriente, especificamente o conflito em curso que envolve o Irão. A perturbação resultante no fornecimento global de petróleo está a fazer subir os preços da energia, com o gás nos EUA a atingir uma média de 3,32 dólares/galão – um aumento de 34 cêntimos em relação à semana anterior.
O aumento dos preços do petróleo não é apenas um fardo de curto prazo para os consumidores. Também pode acelerar a inflação e sufocar ainda mais a expansão económica. Isto é especialmente preocupante porque o conflito continua por resolver, o que significa que estas pressões podem piorar.
O panorama geral
Por enquanto, estes números devem ser vistos como sinais de alerta e não como crises imediatas. Contudo, a situação é frágil. A escalada contínua das tensões geopolíticas poderá transformar estes sinais de alerta num abrandamento económico total.
A combinação da perda de postos de trabalho e do aumento dos custos da energia sublinha a vulnerabilidade da economia dos EUA aos choques internos e externos. O monitoramento cuidadoso dessas tendências será fundamental nas próximas semanas.
























