Eles pagaram para parecerem preocupados. E parecer grato também.
Meta está no mato. De novo. Um novo relatório do Tech Transparency Project afirma que a empresa recrutou centenas de influenciadores parentais para consertar sua reputação depois de perder uma série de ações judiciais. O alvo? A raiva do público sobre a segurança infantil no Instagram e no Facebook. O método? Conteúdo arrulhado e com curadoria.
Não é sutil. O relatório sugere que Meta convidou esses criadores para eventos especiais. Provavelmente havia champanhe. Talvez bons cadernos. Em seguida, eles os mandaram para casa para filmar postagens sobre “Contas de adolescentes”.
Essas contas são reais, com certeza. Eles limitam o contato indesejado. Eles escondem algumas coisas prejudiciais. Mas a promoção? Isso parece projetado.
Quem estava falando?
Sadie Robertson Huff. Você a conhece. Dinastia do Pato. Milhões de seguidores. Em uma postagem de 2024, ela chamou as novas contas de “absolutamente incríveis”. Ela revelou que era uma parceria. Multar. Jurídico? Sim. Persuasivo? Somente se você não verificar os DMs dela.
Outros aderiram. Alexia Delarosa. Noelle Downing. Leroy Garrett. A realidade é estrelada com alcance. Eles elogiaram o sistema logo após o lançamento dos convites.
“É vital que todos nós sirvamos um ambiente online mais seguro.”
Isso foi o que Garrett disse à CNN mais tarde. Ele defende a colaboração. Diz que precisamos “navegar por essas questões juntos”. Parece razoável até você lembrar que a empresa pagou para ele dizer isso.
Meta não está sozinho. O TikTok faz isso. O Snapchat faz isso. Roblox? Mesmo jogo. Mas Meta está lutando ainda mais agora.
O Projeto de Transparência Tecnológica não rastreou apenas as mães. Eles também encontraram onze médicos e psicólogos no grupo. Dra. Hina Talib, especialista em adolescentes. Dra. Ann-Louise Lockheart, psicóloga. Ambos postaram suporte. Ambos divulgaram o dinheiro. Talib insistiu que ela usasse suas próprias palavras. Claro que ela fez.
O ângulo político
Por que se preocupar com os influenciadores? Por que não apenas corrigir o código?
Porque a legislação é o verdadeiro campo de batalha.
O relatório acusa Meta de realizar uma campanha de “astroturf”. Grama falsa, raízes reais. O objetivo? Promovendo projetos de lei que obrigam a Apple e o Google a verificar as idades de menores. Não Instagram. Não Meta. As lojas de aplicativos.
É uma esquiva inteligente. Transferir a culpa para os porteiros. Se você tem oito anos e está tentando baixar o Instagram, a loja verifica sua identidade. Meta diz que isso capacita os pais. Dá-lhes o poder de aprovar ou bloquear.
Não é?
Especialistas dizem que não. É um band-aid. Um raso. Verificar a idade no download não interrompe a rolagem infinita. Não mata os ciclos de dopamina. Apenas move o ponto de verificação.
Meta diz à imprensa que eles estão apenas “educando os pais”. Eles afirmam que os críticos querem manchetes, não ajuda.
Quem você acha que está mais interessado em sua atenção? O algoritmo. Ou o influenciador com o ring light.
As ações judiciais estão se acumulando. Raul Torrez, AG do Novo México, alegou falhas em relação à exploração sexual. Isso dói. Ele gruda.
Então aqui estamos. Uma gigante empresa de tecnologia comprando credibilidade aos poucos. Um vídeo de cada vez.
Talvez funcione. Talvez não.
Mas o feed continua carregando. E o mesmo acontece com os anúncios.
